Ameaça dos U-Boats

U-Boats – O perigo que rondava o Atlântico

Uma das armas mais ardilosas e letais utilizadas pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial foi o submarino. Para comandar a frota de U-Boat (Unterseeboot)  alemães, Hitler nomeou Karl Doenitz – que já possuía experiência como submarinista na Primeira Guerra Mundial. Os alemães tinham, como principal objetivo, bloquear as rotas comerciais de navegação dos Aliados fazendo com que o Reino Unido se  rendesse e os EUA fossem impedidos de intervir no cenário europeu. Os principais alvos utilizados pelos U-Boat eram os navios de carga. Foram utilizados em grande escala na Batalha do Atlântico e mostraram-se extremamente eficazes no afundamento de inúmeros navios de carga. Além dos torpedos, muitos submarinos possuíam canhões em seu deque – muitas vezes para afundar pequenas embarcações. Doenitz ordenou seus capitães a utilizarem a tática de “matilhas” (em alemão, Rudeltaktik), ou seja,  um comandante de submarino que localizasse um comboio aliado transmitia, por rádio, sua rota aos demais  submarinos vizinhos, que reuniam-se para atacar à noite o comboio. Um número enorme de navios mercantes e de combate foram a pique. A partir de maio de 1943, com os avanços nas táticas dos comboios navais, radar, sonar, cargas de profundidade, a descodificação dos códigos da Enigma e a introdução da escolta aérea,  diminuiu sua  eficácia. Os afundamentos de navios foram drasticamente reduzidos e a Batalha no Atlântico Sul estava perdida para os alemães. O comandante de maior sucesso da Kriegsmarine na Segunda Guerra Mundial, em função ao nº de navios afundados foi FKpt Otto Kretschmer (U-99), tendo participado de 16 patrulhas, com 46 navios afundados e 5 danificados, seguidos de Günther Prien (a bordo do U-47), Joachim Schepke (U-100), Hans Lehmann-Willenbrock (U-96)  e Reinhard Hardegen (U-123). A alcatéia de U-boats foi totalmente destituída mas a custo de milhões de toneladas afundada e a perda de inúmeros marinheiros.


Referencias:
U-BOOT. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2015.

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