Batalha da Inglaterra

O Invasão da Inglaterra – A Operação Leão do Mar

Heinkel_He_111_durante a Batalha da Inglaterra

Apesar de todo o seu poderio bélico, Hitler não teve de imediato como transportar seus exércitos além do Canal da Mancha para uma invasão por terra. Um dos impedimentos é que, diante da superioridade Marítima da Inglaterra, o líder nazista não quis expor seus exércitos. Nessas condições, no início de agosto do mesmo ano, a Alemanha lança uma série de ataques aéreos contra os navios costeiros que levavam suprimentos e os portos do Canal da Inglaterra visando obter a supremacia aérea. Após o controle do espaço aéreo britânico, partiria para a invasão por terra. Em 11 de agosto, a Luftwaffe passou a atacar campos de pouso da linha de frente bem como estações de radar. Neste momento, a segurança da Inglaterra dependia de um número reduzido de insubstituíveis jovens pilotos. Churchill, em 20 de agosto de 1940 declarou na Câmara dos Comuns a célebre frase: – “Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos” referindo-se aos pilotos da RAF. Nos primeiros 10 dias da batalha, a Luftwaffe lançou 26 ataques principais para tomar o comando e perdeu 697 aviões e os britânicos 153. Sessenta pilotos britânicos foram resgatados após pularem de paraquedas. Assim que se recuperavam, retornavam aos combates enquanto os pilotos alemães não tinham a mesma sorte. Os combates aéreos aconteciam, principalmente, sobre os céus da área de Dover. Esta área ficou conhecida com a “Esquina do Inferno”. Com enormes ondas de ataques, os alemães conseguiram romper os postos de defesa e penetraram para o interior para bombardearem os aeroportos, instalações aéreas, fábricas de munições e maquinarias. Apesar de suas perdas, Hitler ainda acreditava na derrota iminente da Inglaterra. Em 25 de agosto a Inglaterra realiza um bombardeio a capital Berlim deixando Hitler  furioso com o comandante da Luftwaffe, Hermann Göring, pois este garantia ao seu líder  que Berlim nunca seria atacada.

O Início da Blitz

Observador - Batalha da InglaterraDiante desta ocorrência, em represália, Hitler ordena que Londres fosse bombardeada dia e noite. Entre 24 de agosto e 5 de setembro de 1940, 35 ataques foram lançados e custaram a Luftwaffe 562 aviões e à Inglaterra 219 com 132 pilotos salvos. A população de Londres confiava nas baterias anti-aéreas e nos balões de barragem. Também para se precaverem de mais ataques, ajustaram precauções para ataques aéreos, deslocaram muitas crianças para fora da cidade, colocaram mais vigias aéreos, treinaram mais bombeiros e mudaram-se para os abrigos anti-aéreos. Além disso, a cidade de Londres, à noite, permanecia por várias horas em black-out. Bombas caíram sobre a região ocidental em casas de pobres e ricos, sobre lojas, hospitais e igrejas. Durante 28 dias os nazistas despejaram toneladas de explosivos, inclusive alguns de ação retardada para explodirem dias depois. O trabalho das equipes de resgate era incessante dia e noite em busca de sobreviventes e a população londrina à noite fazia dos abrigos sua nova moradia. Ao amanhecer saiam dentre as ruínas. Apesar de seus contínuos ataques, a Luftwaffe não conseguiram derrotar os ingleses, por três principais razões: A primeira era a superioridade do avião de fabricação inglesa denominado Supermarine Spitfire frente ao caça alemão Bf 109 Messerchmitt. A segunda razão era a presença de radares que previa a aproximação da aviação alemã e, por fim, por um erro estratégico do líder nazista, Adolf Hitler, ordenou que os bombardeios fossem desviados de alvos estratégicos para as cidades com maiores concentrações de populações, principalmente sobre a cidade de Londres que passou a sofrer com os bombardeios, principalmente à noite. Esses ataques noturnos eram chamados pelos ingleses de Blitz. A Blitz durou de setembro de 1940 a maio de 1941. Esta decisão de atacar as cidades e não seus campos de pouso, permitiu que a RAF (Royal Air Force) tivesse uma trégua e se recuperasse de suas perdas e se reorganizasse mais efetivamente contra os esquadrões inimigos. Ao final de 1940, várias cidades inglesas estavam completamente destruídas. Apesar de todos este levante da aviação alemã, o povo inglês resistiu bravamente sem que sua moral se abatesse e suas fábricas não cessaram suas produção. A Marinha Real Britânica continuava sendo um adversário terrível e invencível para os alemães. Esse desvio na estratégia alemã veio colaborar para que os pilotos da RAF não mais necessitassem concentrarem-se em seus campos de pouso e sim em seus esquadrões que passariam a defender as cidades atacadas.

O Final da Batalha da Inglaterra

Supermarine Spitfire No dia 15 de setembro na batalha conhecida como “A Batalha do Dia Inglês”, a RAF, com mais de 300 caças,  enfrenta uma das maiores concentrações de aviões alemães já vista. Essa concentração era formada por duas formações de bombardeiros.  Oitenta aviões alemães são abatidos quebrando o mito de que a RAF estava quase derrotada. No dia 17 do mesmo mês, ficou evidente para os alemães, que o Comando de Caças além de não serem destruídos aumentaram sua eficácia nos combates. Desta data em diante, Adolf Hitler adiou indefinidamente a operação Leão Marinho. Suas tropas que estavam preparadas para um possível desembarque na ilha foram retiradas e direcionadas para outras áreas. Mas a pressão sobre a Inglaterra continuava tanto pelo ar como pelo mar. Concluindo, a Batalha da Inglaterra, para alguns historiadores britânicos ocorreu entre 10 de julho a 31 de outubro de 1940, enquanto que , para alguns alemães, se estendeu entre agosto  até maio de 1941 quando o comando alemão desviou suas forças para o front leste dando início a  invasão da União Soviética.

Referencias:

BATALHA DA GRÃ-BRETANHA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2015. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Batalha_da_Gr%C3%A3-Bretanha&oldid=42827186>. Acesso em: 26 ago. 2015.

Moares,José Geraldo Vinci de, 1960 – História: geral e Brasil: volume único / José Geraldo Vinci de Moraes. – 2.ed. – São Paulo: atual, 2005
Lopez, Luiz Roberto, História do século XX. 3ª ed. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1987
Coleção 70º aniversário da 2ª  Guerra Mundial, v.9 – São Paulo: Abril Coleções, 2009

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